sugestões de textos/atividades sobre cultura africana para serem trabalhadas em sala de aula
Uma coisa que observo na escola em que trabalho e também fora dela é o
conformismo que pessoas negras tem, parece que acabam aceitando serem
tachadas de inferiores, se acostumam com a ideia do racismo, muitas
vezes até dizem, “sempre foi assim e a vai continuar sendo, eu é que não
tive sorte de nascer branco”. Colocam a culpa no acaso, no destino....
Aproveitando a Semana da consciência Negra, levei esse debate aos meus
alunos, apesar de achar que não é apenas no dia, ou Semana da
Consciência negra que devem ser debatidos, pois bem trabalhamos em sala
de aula textos que valorizam a cultura africana e em hipótese alguma
inferioriza a cultura africana, segue abaixo alguns contos africanos que
trabalhamos na semana, primeiro levei uma texto introdutório muito
interessante:
Dia da Consciência Negra
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de
janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste
dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem
histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do
Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua
comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema
escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana
aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela
liberdade do seu povo.
Importância da Data
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de
conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo
africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos
colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos,
sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos
comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais,
valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os
negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças
advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens
históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido
construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores,
navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre
considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder
negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens
históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por
nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido,
pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e
conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura
afro-brasileira.
O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no
Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade
brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de
Semana da Consciência Negra.
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país)
organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente
crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do
auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência
neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas
universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação
de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus
eventos nos últimos anos. Fonte:
www.educacao.cerquilho.sp.gov.br/educacao.html ; www.infoescola,com.br
Achei pertinente esse texto para trabalhar a data, principalmente esse
trecho que ganaham relevência também na hora do debate: “Vale dizer
também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de
cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente
pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores,
bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados
heróis nacionais.”
Após esse trabalhamos também alguns contos africanos:
Objetivo: interpretar informações lidas em um texto, fazer comparações
entre versões de uma história sobre um ponto em comum, respeitar
diferenças culturais e compreender a importância de praticar boas
atitudes.
AS BELAS FILHAS DE MUFARO
UM CONTO AFRICANO
‘As Belas Filhas de Mufaro’ é um livro que costuma ser descrito com uma
variação Africana de Cinderela e tem uma história bem parecida – quando o
príncipe se apaixona por ela, parece não saber mais nada além do fato
de que é uma bela moça.
Esta versão de Cinderela é considerada infinitamente superior ao conto
que estamos acostumados. Nesta versão do autor John Steptoe, Mufaro,
homem residente em uma vila africana, tem duas filhas a quem todos
consideram muito bonitas. A diferença entre elas é muito grande. Manyara
tem um péssimo temperamento e é egoísta ( quando não está perto da mãe )
e Nyasha é bondosa e costuma considerar muito as pessoas e os animais.
Quando Mufaro recebe um convite do Grande Rei convidando a todos para
aparecer diante dele para que possa escolher sua futura esposa, Mufaro
decide que ambas as filhas devem ir ver o Rei.
Manyara acredita ser mais bela do que a irmã e vai sozinha até o Rei
para que possa ser apresentada antes da irmã. No trajeto, as irmãs
encontram, cada uma a seu tempo, três estranhos: um menino, uma senhora e
um homem com uma cabeça embaixo de seu braço. Todas fazem pedidos às
irmãs, mas enquanto Manyara as ignora, Nyasha é sempre atenciosa e ajuda
no que pode. Quando chegam à cidade, encontram ainda uma grande
serpente muito triste. Manyara a ignora e Nyasha canta uma linda canção
ao animal. Ao final, a serpente era, na verdade, o Rei disfarçado.
O Rei escolhe Nyasha para ser sua rainha, mas não por causa de sua
beleza estonteante e sim porque secretamente conseguiu presenciar sua
bondade e generosidade – além da avareza da irmã durante o trajeto. Ele
acaba escolhendo uma boa pessoa e não apenas uma menina bonita.
Lição da história: ser bondoso e agradável é muito melhor do que ser frio e egoísta.
Interpretação
1. Quais são as personagens principais da história?
2. Por qual motivo Mufaro recebeu um convite do Grande Rei?
3. O que acontece às irmãs durante o caminho até o Grande Rei?
4. Como o Grande Rei fez para conhecer melhor as belas candidatas a serem sua futura esposa?
5. Por qual motivo você acha que esta história pode ser considerada como a Cinderela Africana?
6. A vida de Nyasha certamente mudou bastante ao se casar com o Grande
Rei e ela deve ter sido uma ótima rainha. Imagine como Nyasha sentiu as
mudanças e escreva abaixo três perguntas que você faria a ela caso fosse
entrevistá-la. Escreva as respostas de acordo com os indícios de
personalidade que você tem da moça:
7. ‘As Lindas Filhas de Mufaro’ é ambientado no Zimbabwe, uma país
africano. Os próprios nomes das personagens são muito diferentes dos
nomes que estamos acostumados. Embora o texto traga apenas uma ideia da
história, podemos supor que durante a leitura possam ser identificados
outros elementos que são diferentes dos que estamos acostumados, pois
são de outra cultura. Quando pensamos em um país tão distante, podemos
imaginar muitas riquezas culturais.
Quais diferenças de cultura você acredita que haja entre a sua e a das pessoas que vivem no Zimbabwe?
8. Reescreva a história usando suas palavras, mude os nomes dos
personagens, o final, enfim use sua criatividade e redija uma bela
história.
Outro também:
NOME: ____________________________________________________
DATA: _____________ PROFESSORA: _______________________
Objetivo: conhecer mais acerca da culinária africana, aprendendo a
respeitar costumes e compreendendo diferenças étnicas e culturais.
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CONSCIÊNCIA CULINÁRIA
1. Leia o texto a seguir:
Nojo através do globo – África
Em visita aos massai, na África, você pode compartilhar de uma tradição
antiga deles. Por lá eles não acham graça alguma nessa história de
milk-shake, mas adoram um shake de sanguinho. Os caras usam um canudão
para drenar um pouco do sangue do pescoço de um bicho vivo, depois
misturam o líquido vermelho com leite e mandam ver. O perigo é alguém
como você confundir aquilo com milk-shake de morango.
Já os povos que vivem no deserto costumam comer praticamente tudo do
camelo, de uma ponta à outra. A parte mais saborosa, dizem, é a corcova,
mas a mais valiosa é a pata, que eles fazem junto com um pouco de leite
de camela.
Se você preferir, pode desembarcar no Zimbabue para degustar do pequeno
impala, que por lá é servido cozido num molho cremoso. Outra opção é
encarar esse antílope de carne meio doce depois de bem grelhado.
( Fátima Mesquita, Almanaque de Baratas, Minhocas e Bichos Nojentos )
Atividades
1. Os alimentos citados no texto são típicos de países africanos,
portanto muito apreciados. Sendo assim, por que o título principal é
‘Nojo através do Globo’?
R: ____________________________________________________________
_______________________________________________________________
2. Quais são os alimentos e lugares citados?
R: ____________________________________________________________
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3. Explique o significado das seguintes palavras, utilizando como recurso um dicionário:
a. Drenar: _____________________________________________________
___________________________________________________________
b. Corcova: ____________________________________________________
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c. Impala: _________________________________________________
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d. Degustar: _______________________________________________
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4. Explique como os massai fazem para drenar o sangue de animais vivos:
R: ________________________________________________________
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5. No Brasil, há algum alimento que você não comeria por considerar nojento? Qual?
R: ________________________________________________________
6. Leia o texto a seguir, sobre comidas brasileiras de influência africana:
Não há nada mais gostoso que a comida brasileira. Pode parecer exagero,
mas a alimentação brasileira tem uma riqueza incrível, pois sua origem é
uma mistura de tradições indígenas, europeias e africanas.
A contribuição indígena foi grande, mas foram os africanos que
contribuíram mais com nossos hábitos alimentares. Os comerciantes de
escravos traziam ingredientes desconhecidos e os escravos africanos, a
memória sobre como usá-los. Aí estava o segredo.
Alguns escravos conseguiam criar animais ou cultivar uma horta,
utilizando temperos especiais, como uma grande variedade de pimentas,
para dar sabor especial aos seus pratos. O azeite de dendê foi uma
importante contribuição, presente em receitas deliciosas como o caruru, o
vatapá e o acarajé.
Além dos alimentos citados, os africanos ainda contribuíram com
ingredientes importantes, como o coco e o café; sendo que não podemos
esquecer que eles foram os responsáveis por um dos pratos mais
apreciados no país: a feijoada.
( adaptado de educacao.uol.com.br )
7. Este segundo texto ‘culinário’ traz um outro lado da culinária
africana, que se adaptou à cultura de nosso país. Quais alimentos
citados no texto você conhece?
R: ____________________________________________________________
_____________________________________________________________
8. Os alimentos deste segundo texto, de certa forma, não são
considerados nojentos. Por que o mesmo não ocorre com os alimentos
citados no primeiro texto?
R: ____________________________________________________________
Ainda outro:
NOME: ____________________________________________________
DATA: _____________ PROFESSORA: _______________________
Objetivo: compreender valores humanos por meio de conto africano, bem
como aprimorar a capacidade de interpretação de texto e refletir sobre
questões cotidianas.
O HOMEM LEOPARDO
Um belo estranho chegou, certo dia, em um vila e caminhou por entre os
moradores em misterioso silêncio. Todas as jovens o admiraram e
desejaram que fossem escolhidas como sua noiva. Ele nada disse e, após
algum tempo, foi em direção à floresta, onde desapareceu da vista de
todos.
Após um mês, o estranho retornou e uma das jovens ficou tão apaixonada
pelo estranho que o seguiu para dentro da floresta, pois não suportaria
ficar longe daquele misterioso e belo homem.
Quando o estranho olhou para trás e a viu, parou e pediu a ela que
voltasse para sua aldeia, mas ela se recusou, afirmando que nunca o
deixaria e o seguiria para onde quer que ele fosse.
- Você é uma linda jovem, mas certamente se arrependerá de sua decisão – disse o estranho de maneira muito triste.
Eles caminharam mais um pouco e o homem parou novamente, pedindo à jovem
que retornasse. Ela respondeu da mesma forma e ele tornou a lhe dizer
que se arrependeria.
Caminharam por entre lugares desconhecidos à jovem, até que finalmente
alcançaram uma árvore, com uma pele de leopardo junto ao caule.
Debaixo da árvore, o estranho começou a cantar uma canção melancólica,
na qual ele dizia a ela que, embora uma vez ao mês ele pudesse vagar por
vilas e cidades em forma de homem, ele era na realidade um leopardo
selvagem e a atacaria tão logo voltasse à sua forma natural.
Ao final da canção, ele foi sugado pelo chão e retornou, segundos depois, na forma de um leopardo feroz.
A jovem ficou tão assustada, que o medo lhe deu forças para conseguir
correr mais rápido do que o leopardo. Conforme ele a perseguia, ele
cantava juras de caçá-la e picá-la em pequenos pedaços e ela retrucava,
também cantando, dizendo que ele nunca a alcançaria.
Eles correram por uma longa distância e subitamente a jovem chegou em um
rio estreito, porém profundo, que ela não poderia cruzar. Ela já havia
pensado que o leopardo a alcançaria, quando uma árvore do outro lado do
rio ficou com muita pena da jovem e se dobrou por sobre o rio, de modo
que ela pudesse atravessá-lo em segurança.
Finalmente, muito exausta, ela chegou à uma clareira na floresta e
encontrou novamente seu vilarejo. O leopardo, desapontado com sua presa,
retornou à floresta e o belo estranho nunca mais foi visto.
( conto popular nigeriano – traduzido por Janaína Spolidorio )
Atividades
1. Os contos africanos são divididos de acordo com sua intenção. Há
contos de sabedoria, bondade, ciúmes entre outros. Geralmente, têm a
intenção de ensinar algum valor humano, sempre com elementos da
natureza. ‘O Homem Leopardo’ é um conto de obediência. Por que ele se
enquadra neste valor humano?
Resposta: ______________________________________________________
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2. Por que você acha que o leopardo desejava vagar em vilarejos na forma humana?
Resposta: ____________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________
3. Por qual motivo ele ficou tão desapontado com sua presa?
Resposta: ____________________________________________________
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4. Por que você acha que elementos da natureza, como a árvore, receberam características humanas no conto?
Resposta: __________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________
5. Fale um pouco sobre o valor humano chamado obediência. Quando ele é
necessário? É um valor bom ou ruim? Que mais pode ser falado sobre ele?
Resposta: ________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
E esse:
NOME: ____________________________________________________
DATA: _____________ PROFESSORA: _______________________
Objetivo: compreender valores humanos por meio de conto africano, bem
como aprimorar a capacidade de interpretação de texto e refletir sobre
questões cotidianas.
POR QUE ANANSI TEM OITO PERNAS FINAS
Era uma vez, há muito tempo atrás, uma aranha macho chamada Anansi. A
esposa de Anansi era uma excelente cozinheira, mas mesmo assim Anansi
apreciava experimentar a comida feita por outras cozinheiras da vila.
Um dia, ele parou na casa da sra. Coelho que era muito sua amiga e logo disse:
- Que belas ervilhas você está preparando! – Anansi adorava ervilhas.
- Estarão prontas logo. Fique e coma comigo. – convidou sra. Coelho educadamente.
- Eu adoraria, mas tenho muitas tarefas a fazer hoje.
Anansi queria muito ficar, mas sabia de antemão que a sra. Coelho lhe
daria coisas para fazer se decidisse ficar para comer. Como Anansi era
esperto e queria muito as ervilhas, teve uma ideia:
- Já sei! Irei tecer uma teia e amarrar uma ponta em minha perna e outra
no pote. Quando as ervilhas estiverem prontas, você poderá puxar a
linha da teia e saberei que estão boas. Virei então correndo para
comê-las!
Sra. Coelha pensou um pouco e considerou a ideia realmente boa, então concordou com Anansi.
Ao andar um pouco, Anansi sentiu cheiro de feijões e percebeu que alguns macacos o preparavam.
- Venha comer feijão conosco! – convidou um dos macacos – Estão quase prontos.
- Eu adoraria, Papai Macaco. – Anansi sugeriu a mesma estratégia que
tinha usado com sra. Coelho aos Macacos, com medo de que lhe pedissem
ajuda.
Os Macacos acharam a ideia boa e concordaram também. Anansi andou mais
um pouco e sentiu cheiro de batata-doce. Avistou então uma toupeira
preparando as batatas com mel.
- Venha dividir minhas batatas, senhor Anansi. Estão quase prontas e ficarão deliciosas.
Uma vez mais Anansi sugeriu o truque da teia, atando a teia ao pote como
batatas. Seu amigo Toupeira achou boa a ideia e concordou.
Com cada animal que se encontrava, a história se repetia e, ao chegar na
beira do rio, ele já tinha uma teia atada a cada uma de suas oito
pernas. Ele achou sua ideia fabulosa e estava orgulhoso de si. Pensava
qual das comidas ficaria pronta primeiro, quando sentiu uma puxada em
uma das pernas. Tinha certeza de que era a teia da sra. Coelho, mas
enquanto pensava, já sentiu mais outra e mais outra puxada. Em pouco
tempo, sentiu em intervalos de segundos as puxadas seguintes,
completando todas as oito. Era puxado dos dois lados de seu corpo, já
que todos lhe chamavam pela teia. Puxavam suas pernas com tanto vigor,
que Anansi acabou perdendo o equilíbrio e caindo no rio. Como as teias
estavam molhadas, se retesaram, puxaram e comprimiram suas pernas,
deixando-as extremamente finas, mas mesmo assim Anansi conseguiu se
puxar dolorosamente até a margem do rio. Pensou melhor no que havia
ocorrido e chegou à conclusão de que não tinha sido uma boa ideia.
Desde este dia, Anansi, a aranha, tem oito pernas muito finas e nunca mais pôde comer os mesmos tipos de alimentos.
( conto africano – traduzido e adaptado por Janaína Spolidorio )
Atividades
1. Por qual motivo Anansi não queria esperar que as ervilhas da sra. Coelho ficassem prontas?
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2. Anansi achou que tinha feito um excelente negócio ao propor o mesmo acordo a vários animais. O que Anansi não havia previsto?
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3. Como Anansi conseguiu se salvar de morrer no rio?
R: _______________________________________________________
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4. Embora seja um conto sobre animais, a história traz comportamentos
humanos. O que você pôde aprender sobre o comportamento humano na
história?
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POSTADO POR JANE RIBEIRO LIMA