Relogio: Vocês e o Tempo

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A COR DA CULTURA 12ª REGIONAL DE ITABAIANA PARAIBA COORDENADOR REGIONAL E FORMADOR E MULTIPLICDOR NIVALDO MIGUEL


 
 
 
 
 
 
 
A COR DA CULTURA
do site www.acordacultura.org.br
 A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan - Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir - Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo. Visite o site
www.acordacultura.org.br e confira a riqueza de materiais disponíveis para você saber mais sobre os afro-brasileiros.

LIVROS ANIMADOS, click e veja histórias afro-brasileiras e africanas feitas para crianças (vídeos no site www.acordacultura.org.br e no Canal FUTURA de TV)


HERÓIS DO MUNDO, click e conheça personalidades negras brasileiras que fizeram história (vídeos no site www.acordacultura.org.br)


NOTA 10, click e experimente formas de aplicação da Lei 10.639/2003 (artigos no site www.acordacultura.org.br e programas no Canal FUTURA de TV)


MOJUBÁ, click e receba o axé das várias expressões da cultura afro-brasileira (artigos e vídeos no site www.acordacultura.org.br)



E MAIS, click em:
  • Valores Civilizatórios
  • Cadernos do Professor
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  • Biblioteca
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PROJETO "A COR DA CULTURA"

UM OLHAR SOBRE A DIVERSIDADE
Apresentação do Projeto
A Cor da Cultura, retirada do Caderno de Textos 1 - Saberes de Fazeres - Modos de Ver

Num mundo de grandes desigualdades, nem sempre é fácil lidar com a diferença. Ela está em toda a parte. Por vezes, é mais simples percebê-la quando a questão envolve apenas dois times de futebol, duas religiões, dois partidos políticos, duas formas de agir. Na abordagem de temas mais complexos, ou simplesmente se a proposta exige um exercício crítico rigoroso, podemos dizer que mesmo entre os mais semelhantes, habitam rigorosas diferenças - afinal, cada ser humano é único no conjunto de suas características.

Viver em sociedade implica a necessidade de uma postura em relação às diferenças - essa tende a ser uma condição comum até para quem busca compreender a ética ou a justiça. Mas, e quando as diferenças não são perceptíveis? Ou melhor, o que ocorre quando, em vez de reconhecê-las (e valorizá-las), passamos ao largo e assumimos o posicionamento de quem prefere fingir que elas não existem?


Em primeiro lugar, para que um assunto gere discussão e divergência é preciso que ele seja abordado. Do contrário, a tendência é supormos que o nosso ponto de vista é o único correto. Mais do que isso: quando atribuímos juízo de valor às semelhanças e às diferenças, perdemos de vista o que elas podem proporcionar de melhor para uma compreensão mais apurada do mundo em que vivemos. Não deixar que elas revelem é negar uma possibilidade essencial para a transformação da sociedade: a partir dessa percepção reformulamos nosso modo de ver as coisas do mundo e, por conseqüência, o próprio mundo. Esse seria o papel do verdadeiro cidadão, ou seja, descobrir que tipo de conseqüência tem origem no ato de interpretar o mundo, de uma forma ou de outra. Com essa visão a descoberta das diferenças pode ser uma experiência enriquecedora.

A nossa proposta é compreender a diferença como diversidade e trabalhar em torno do binômio informação-educação, entendendo que ele representa mais do que produzir bons conteúdos culturais para a televisão. Consideramos o uso da TV com propósitos educacionais, buscando ampliar o acesso ao conhecimento. No entanto, manter tal compromisso com o telespectador implica evitar "respostas prontas" e permitir que ele formule suas próprias questões. De acordo com propostas pedagógicas contemporâneas, seria algo semelhante ao professor que vai além de simplesmente transmitir seu conhecimento ao aluno, e que compreende que o estudante também possui um saber - local, cultural, afetivo, profissional -, entre tantos. Por isso é importante falar das diferenças e procurar entender sua potencial contribuição para a sociedade. O projeto
A Cor da Cultura quer abrir espaços para que seus diversos públicos construam por conta própria os alicerces de seu conhecimento.

Paulo Freire nos ensina que a lição do educador deve, necessariamente, respeitar o educando, ou seja, "ensinar exige reconhecimento e assunção da identidade cultural". A valorização do outro, de suas experiências, de seu espaço e cultura, é prioridade do projeto A Cor da Cultura, que pretende incluir na programação da TV um pouco da história, das vivências e da riqueza cultural do negro, recuperando temas e promovendo discussões que deveriam fazer parte do dia-a-dia da sociedade. A intenção é chamar a atenção para o fato de que a presença do afro-descendente na mídia e o acesso à informação sobre o patrimônio cultural produzido pelo negro não correspondem a sua participação demográfica, vivendo num país em que quase da metade da população é afro-descendente, é incompreensível que os meios de comunicação negligenciem sua participação como protagonista da vida social brasileira, atribuindo-lhe o papel de coadjuvante.

A História oficial relegou aos negros o papel secundário, dificultando o caminho em direção à sua inclusão social e criando um estado de desigualdade difícil de ser alterado. Difícil, mas não impossível.


O primeiro passo para mudar esse quadro é o entendimento de que há, sim, uma discriminação racial. Ela acontece ora de maneira mais explicita, como nas piadas, ora de maneira mais velada. O número reduzido de negros ocupando cargos mais altos nas empresas é um bom exemplo. De um modo ou de outro, a ação silenciosa do preconceito tem mantido os índices de desigualdades em patamares inaceitáveis para um país que se pretende democrático. De posse dos números e observando a realidade com alguma isenção, devemos deixar de lado o mito de que as condições são iguais.


Vale ressaltar que a desigualdade não se reflete apenas nos indicadores sociais ou nos desníveis de renda: essa é a expressão mais evidente do racismo. Ela evidencia uma estrutura cultural e social que acaba por mascar uma discriminação mais profunda: a desvalorização, desumanização e desqualificação, ou o não reconhecimento simbólico das tradições, saberes e fazeres do povo afro-descendente.


Devemos levar em conta que tal desigualdade não é exclusiva com relação aos afro-descendentes: outros grupos étnicos, raciais ou religiosos padecem com essa estrutura excludente, no Brasil e no mundo.


Baseados nesse fato, devemos nos perguntar: o que é preciso fazer para minimizar as diferenças no desenvolvimento social?

Mudanças não se processam da noite para o dia, nem tão pouco sem o envolvimento de parte expressiva da população. Para estabelecer o equilíbrio nessas relações, é necessária a participação de vários setores da sociedade civil, governos e ONGs e, principalmente, veículos de comunicação. Não se pode esquecer que, historicamente, a mídia, de maneira geral, sempre produziu conteúdo identificado com critérios e valores europeus, levando a uma
"escassez de respeito ao déficit de reconhecimento da civilização e da população descendente de africanos", no dizer do professor Júlio César de Tavares. Basta percorrer a programação da TV, freqüentar as redações de jornais e revistas, analisar seu conteúdo, buscar referencias sobre os temas ou assuntos vinculados à cultura negra para constatar que os afro-descendentes não estão representados de acordo com sua presença numérica e simbólica na nossa sociedade. Chega-se a conclusão de que os veículos não sabem lidar com as diferenças: então se tem uma comunicação influenciada ideologicamente, ainda que de maneira sutil. O pior resultado dessa prática é o racismo.

Eis aqui uma questão realmente fundamental para se discutir nas salas de aula. A influência dos veículos de comunicação sobre a forma de ser, de pensar e agir dos indivíduos tem sido estudada pelo menos nos últimos 80 anos. Em maior ou menor grau, é claro que a mídia influencia a maneira pela qual as pessoas percebem o mundo. Muitas vezes, o fato de algo estar na TV, no jornal ou no rádio faz com que as pessoas acreditem que seja real. É como se, para ser verdade, fosse preciso estar na mídia.


A ausência quase total de protagonistas negros influencia a forma das pessoas verem a realidade. Quando se observa que o negro só aparece como coadjuvante ou com sua imagem vinculada a algo negativo, seja na novela da TV ou na matéria do jornal, compreende-se como a mídia pode influenciar a maneira de as pessoas entenderem as relações dos grupos étnicos na sociedade, perpetuando os preconceitos. A representação do negro - ou a ausência dela -, seguindo os padrões que o colocam em posições subalternas, faz com que grande parte da sociedade reproduza as "vozes do racismo". Sabemos que a mídia atua como moduladora dos conhecimentos, na medida que os agenda, referencia as fontes, seleciona as falas, normatiza a gramática cultural utilizada e produz os sentidos que influenciam na construção da realidade e na forma de o sujeito se relacionar com o mundo.


Para fugir desse roteiro tradicional, promover de fato a inclusão do negro no conteúdo dos veículos de comunicação evitar a chamada desqualificação de sua identidade cultural, o projeto A Cor da Cultura ganhou forma em diferentes produções audiovisuais do canal Futura, exibidas também na TV Globo e na TVE. Ao todo são cinco programas divididos em 56 episódios.


Livros animados traz para a tela da TV obras de literatura infantil ilustradas, conferindo movimento às narrativas através de recursos de computação gráfica. As histórias são voltadas para um público de 5 a 10 anos e procuram discutir temas como multicuturalismo, identidade, memória e etnia. Como critério, entre outros, está a necessidade de evidenciar a contribuição do negro, seja no ato de criação do livro ou na temática. A proposta é elaborada no sentido de restituir ao afro-descendente a possibilidade de elevar sua auto-estima , com produtos audiovisuais ricos em termos de ludicidade.

No programa Nota 10 - Especial - A Cor da Cultura, a realidade da sala de aula é o pano de fundo para discussões cujo fio condutor é sempre um tema ligado à Educação. O propósito fundamental da série aponta para reflexão de alunos e professores sobre a diferença, reproduzindo muitas vezes situações corriqueiras do dia-a-dia da escola. Os assuntos abordados vão de representação dos negros nos materiais didáticos utilizados no colégios à religiosidade de origem africana. A partir desses conteúdos, pode haver o debate sobre como o preconceito é naturalizado, permitindo enxergar (talvez) formas não explicitas de exclusão.

O interprograma, como o nome sugere, ocupa o espaço entre duas atrações de maior duração. Os Heróis de Todo Mundo é a prova de que, mesmo de forma reduzida é possível contar uma historia de modo sedutor e educativo. Os episódios percorrem a vida de grandes personagens negros do passado que se destacaram em suas áreas de atuação. Eles são representados por personalidades da atualidade, cujas carreiras, de alguma forma, influenciaram. Se a heroicidade contribuiu para a identificação do homem projetando sua auto-estima , esses interprogramas, ainda permitem recuperar aspectos históricos importantes para ajudar o telespectador a redesenhar sua visão sobre os mitos de uma sociedade, indo além das figuras genuinamente ligadas aos valores europeus.

Jogo HERÓIS DE TODO MUNDO

Ação é o programa que pretende evidenciar iniciavas de cunho social, promovidas por instituições sem fins lucrativos, voluntários e organizações não-governamentais de natureza diversa. As discussões giram em torno de como a sociedade pode se transformar no curto, médio e longo prazo, a partir da ação responsáveis de grupos ou indivíduos. No caso, os programas especiais criados para o projeto A Cor da Cultura abordam a contribuição cultural de ONGs, como o projeto Sonho de Erês e a Escola Criativa de Olodum, para valorização da identidade do afro-descendente e sua melhor inclusão social.


Completa a série de programas Mojubá, conjunto de documentários sobre a religiosidade de matriz africana e sua penetração nas crenças e na própria cultura brasileira, em perspectiva histórica, social, e etnográfica. A fé é revelada como instrumento de resistência, componente da História e da identidade cultural; através dela, vemos como nosso cotidiano foi enriquecido pela tradição religiosa africana e percebemos que a distância que separa continentes não separa culturas.

Em outro plano do trabalho, o projeto A Cor da Cultura prevê uma série de atividades com o objetivo de tornar acessíveis às escolas o conteúdo dos programas. A idéia é criar um espaço de discussão entre alunos e professores sobre as questões ligadas à participação social dos descendentes de africanos, à discriminação que assume a feição do racismo, à valorização das formas de expressão do negro, entre outros assuntos. Essa iniciativa atende aos propósitos da lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e cultura afro-brasileira e africana na Educação Básica. Considerando a importância do tema para interferir no processo de produção de desigualdades étnico-raciais e de racismo, o projeto A Cor da Cultura espera incluir o assunto na agenda de discussão das escolas. Levando-se em conta que o movimento precisa ser coletivo, a expectativa é de que esse trabalho se desenvolva nas escolas, ecoando para os demais espaços sociais e disseminando valores mais igualitários.


CD com sons afro-brasileiros





Jogo de palavras
Projeto A cor da Cultura

textos africanos


sugestões de textos/atividades sobre cultura africana para serem trabalhadas em sala de aula

Uma coisa que observo na escola em que trabalho e também fora dela é o conformismo que pessoas negras tem, parece que acabam aceitando serem tachadas de inferiores, se acostumam com a ideia do racismo, muitas vezes até dizem, “sempre foi assim e a vai continuar sendo, eu é que não tive sorte de nascer branco”. Colocam a culpa no acaso, no destino....
Aproveitando a Semana da consciência Negra, levei esse debate aos meus alunos, apesar de achar que não é apenas no dia, ou Semana da Consciência negra que devem ser debatidos, pois bem trabalhamos em sala de aula textos que valorizam a cultura africana e em hipótese alguma inferioriza a cultura africana, segue abaixo alguns contos africanos que trabalhamos na semana, primeiro levei uma texto introdutório muito interessante:

Dia da Consciência Negra


Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de
Semana da Consciência Negra.
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos. Fonte: www.educacao.cerquilho.sp.gov.br/educacao.html ; www.infoescola,com.br

Achei pertinente esse texto para trabalhar a data, principalmente esse trecho que ganaham relevência também na hora do debate: “Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais.”
Após esse trabalhamos também alguns contos africanos:

Objetivo: interpretar informações lidas em um texto, fazer comparações entre versões de uma história sobre um ponto em comum, respeitar diferenças culturais e compreender a importância de praticar boas atitudes.

AS BELAS FILHAS DE MUFARO
UM CONTO AFRICANO

‘As Belas Filhas de Mufaro’ é um livro que costuma ser descrito com uma variação Africana de Cinderela e tem uma história bem parecida – quando o príncipe se apaixona por ela, parece não saber mais nada além do fato de que é uma bela moça.
Esta versão de Cinderela é considerada infinitamente superior ao conto que estamos acostumados. Nesta versão do autor John Steptoe, Mufaro, homem residente em uma vila africana, tem duas filhas a quem todos consideram muito bonitas. A diferença entre elas é muito grande. Manyara tem um péssimo temperamento e é egoísta ( quando não está perto da mãe ) e Nyasha é bondosa e costuma considerar muito as pessoas e os animais.
Quando Mufaro recebe um convite do Grande Rei convidando a todos para aparecer diante dele para que possa escolher sua futura esposa, Mufaro decide que ambas as filhas devem ir ver o Rei.
Manyara acredita ser mais bela do que a irmã e vai sozinha até o Rei para que possa ser apresentada antes da irmã. No trajeto, as irmãs encontram, cada uma a seu tempo, três estranhos: um menino, uma senhora e um homem com uma cabeça embaixo de seu braço. Todas fazem pedidos às irmãs, mas enquanto Manyara as ignora, Nyasha é sempre atenciosa e ajuda no que pode. Quando chegam à cidade, encontram ainda uma grande serpente muito triste. Manyara a ignora e Nyasha canta uma linda canção ao animal. Ao final, a serpente era, na verdade, o Rei disfarçado.
O Rei escolhe Nyasha para ser sua rainha, mas não por causa de sua beleza estonteante e sim porque secretamente conseguiu presenciar sua bondade e generosidade – além da avareza da irmã durante o trajeto. Ele acaba escolhendo uma boa pessoa e não apenas uma menina bonita.
Lição da história: ser bondoso e agradável é muito melhor do que ser frio e egoísta.

Interpretação

1. Quais são as personagens principais da história?

2. Por qual motivo Mufaro recebeu um convite do Grande Rei?


3. O que acontece às irmãs durante o caminho até o Grande Rei?

4. Como o Grande Rei fez para conhecer melhor as belas candidatas a serem sua futura esposa?


5. Por qual motivo você acha que esta história pode ser considerada como a Cinderela Africana?


6. A vida de Nyasha certamente mudou bastante ao se casar com o Grande Rei e ela deve ter sido uma ótima rainha. Imagine como Nyasha sentiu as mudanças e escreva abaixo três perguntas que você faria a ela caso fosse entrevistá-la. Escreva as respostas de acordo com os indícios de personalidade que você tem da moça:


7. ‘As Lindas Filhas de Mufaro’ é ambientado no Zimbabwe, uma país africano. Os próprios nomes das personagens são muito diferentes dos nomes que estamos acostumados. Embora o texto traga apenas uma ideia da história, podemos supor que durante a leitura possam ser identificados outros elementos que são diferentes dos que estamos acostumados, pois são de outra cultura. Quando pensamos em um país tão distante, podemos imaginar muitas riquezas culturais.
Quais diferenças de cultura você acredita que haja entre a sua e a das pessoas que vivem no Zimbabwe?

8. Reescreva a história usando suas palavras, mude os nomes dos personagens, o final, enfim use sua criatividade e redija uma bela história.

Outro também:


NOME: ____________________________________________________
DATA: _____________ PROFESSORA: _______________________
Objetivo: conhecer mais acerca da culinária africana, aprendendo a respeitar costumes e compreendendo diferenças étnicas e culturais.
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CONSCIÊNCIA CULINÁRIA

1. Leia o texto a seguir:

Nojo através do globo – África

Em visita aos massai, na África, você pode compartilhar de uma tradição antiga deles. Por lá eles não acham graça alguma nessa história de milk-shake, mas adoram um shake de sanguinho. Os caras usam um canudão para drenar um pouco do sangue do pescoço de um bicho vivo, depois misturam o líquido vermelho com leite e mandam ver. O perigo é alguém como você confundir aquilo com milk-shake de morango.
Já os povos que vivem no deserto costumam comer praticamente tudo do camelo, de uma ponta à outra. A parte mais saborosa, dizem, é a corcova, mas a mais valiosa é a pata, que eles fazem junto com um pouco de leite de camela.
Se você preferir, pode desembarcar no Zimbabue para degustar do pequeno impala, que por lá é servido cozido num molho cremoso. Outra opção é encarar esse antílope de carne meio doce depois de bem grelhado.

( Fátima Mesquita, Almanaque de Baratas, Minhocas e Bichos Nojentos )

Atividades

1. Os alimentos citados no texto são típicos de países africanos, portanto muito apreciados. Sendo assim, por que o título principal é ‘Nojo através do Globo’?
R: ____________________________________________________________
_______________________________________________________________

2. Quais são os alimentos e lugares citados?
R: ____________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________
3. Explique o significado das seguintes palavras, utilizando como recurso um dicionário:
a. Drenar: _____________________________________________________
___________________________________________________________
b. Corcova: ____________________________________________________
_______________________________________________________
c. Impala: _________________________________________________
_______________________________________________________
d. Degustar: _______________________________________________
_______________________________________________________

4. Explique como os massai fazem para drenar o sangue de animais vivos:
R: ________________________________________________________
__________________________________________________________

5. No Brasil, há algum alimento que você não comeria por considerar nojento? Qual?
R: ________________________________________________________

6. Leia o texto a seguir, sobre comidas brasileiras de influência africana:

Não há nada mais gostoso que a comida brasileira. Pode parecer exagero, mas a alimentação brasileira tem uma riqueza incrível, pois sua origem é uma mistura de tradições indígenas, europeias e africanas.
A contribuição indígena foi grande, mas foram os africanos que contribuíram mais com nossos hábitos alimentares. Os comerciantes de escravos traziam ingredientes desconhecidos e os escravos africanos, a memória sobre como usá-los. Aí estava o segredo.
Alguns escravos conseguiam criar animais ou cultivar uma horta, utilizando temperos especiais, como uma grande variedade de pimentas, para dar sabor especial aos seus pratos. O azeite de dendê foi uma importante contribuição, presente em receitas deliciosas como o caruru, o vatapá e o acarajé.
Além dos alimentos citados, os africanos ainda contribuíram com ingredientes importantes, como o coco e o café; sendo que não podemos esquecer que eles foram os responsáveis por um dos pratos mais apreciados no país: a feijoada.
( adaptado de educacao.uol.com.br )

7. Este segundo texto ‘culinário’ traz um outro lado da culinária africana, que se adaptou à cultura de nosso país. Quais alimentos citados no texto você conhece?
R: ____________________________________________________________
_____________________________________________________________

8. Os alimentos deste segundo texto, de certa forma, não são considerados nojentos. Por que o mesmo não ocorre com os alimentos citados no primeiro texto?
R: ____________________________________________________________

Ainda outro:

NOME: ____________________________________________________
DATA: _____________ PROFESSORA: _______________________
Objetivo: compreender valores humanos por meio de conto africano, bem como aprimorar a capacidade de interpretação de texto e refletir sobre questões cotidianas.

O HOMEM LEOPARDO

Um belo estranho chegou, certo dia, em um vila e caminhou por entre os moradores em misterioso silêncio. Todas as jovens o admiraram e desejaram que fossem escolhidas como sua noiva. Ele nada disse e, após algum tempo, foi em direção à floresta, onde desapareceu da vista de todos.
Após um mês, o estranho retornou e uma das jovens ficou tão apaixonada pelo estranho que o seguiu para dentro da floresta, pois não suportaria ficar longe daquele misterioso e belo homem.
Quando o estranho olhou para trás e a viu, parou e pediu a ela que voltasse para sua aldeia, mas ela se recusou, afirmando que nunca o deixaria e o seguiria para onde quer que ele fosse.
- Você é uma linda jovem, mas certamente se arrependerá de sua decisão – disse o estranho de maneira muito triste.
Eles caminharam mais um pouco e o homem parou novamente, pedindo à jovem que retornasse. Ela respondeu da mesma forma e ele tornou a lhe dizer que se arrependeria.
Caminharam por entre lugares desconhecidos à jovem, até que finalmente alcançaram uma árvore, com uma pele de leopardo junto ao caule.
Debaixo da árvore, o estranho começou a cantar uma canção melancólica, na qual ele dizia a ela que, embora uma vez ao mês ele pudesse vagar por vilas e cidades em forma de homem, ele era na realidade um leopardo selvagem e a atacaria tão logo voltasse à sua forma natural.
Ao final da canção, ele foi sugado pelo chão e retornou, segundos depois, na forma de um leopardo feroz.
A jovem ficou tão assustada, que o medo lhe deu forças para conseguir correr mais rápido do que o leopardo. Conforme ele a perseguia, ele cantava juras de caçá-la e picá-la em pequenos pedaços e ela retrucava, também cantando, dizendo que ele nunca a alcançaria.
Eles correram por uma longa distância e subitamente a jovem chegou em um rio estreito, porém profundo, que ela não poderia cruzar. Ela já havia pensado que o leopardo a alcançaria, quando uma árvore do outro lado do rio ficou com muita pena da jovem e se dobrou por sobre o rio, de modo que ela pudesse atravessá-lo em segurança.
Finalmente, muito exausta, ela chegou à uma clareira na floresta e encontrou novamente seu vilarejo. O leopardo, desapontado com sua presa, retornou à floresta e o belo estranho nunca mais foi visto.
( conto popular nigeriano – traduzido por Janaína Spolidorio )

Atividades

1. Os contos africanos são divididos de acordo com sua intenção. Há contos de sabedoria, bondade, ciúmes entre outros. Geralmente, têm a intenção de ensinar algum valor humano, sempre com elementos da natureza. ‘O Homem Leopardo’ é um conto de obediência. Por que ele se enquadra neste valor humano?
Resposta: ______________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2. Por que você acha que o leopardo desejava vagar em vilarejos na forma humana?
Resposta: ____________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________

3. Por qual motivo ele ficou tão desapontado com sua presa?
Resposta: ____________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________

4. Por que você acha que elementos da natureza, como a árvore, receberam características humanas no conto?
Resposta: __________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________

5. Fale um pouco sobre o valor humano chamado obediência. Quando ele é necessário? É um valor bom ou ruim? Que mais pode ser falado sobre ele?
Resposta: ________________________________________________
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E esse:

NOME: ____________________________________________________
DATA: _____________ PROFESSORA: _______________________
Objetivo: compreender valores humanos por meio de conto africano, bem como aprimorar a capacidade de interpretação de texto e refletir sobre questões cotidianas.

POR QUE ANANSI TEM OITO PERNAS FINAS

Era uma vez, há muito tempo atrás, uma aranha macho chamada Anansi. A esposa de Anansi era uma excelente cozinheira, mas mesmo assim Anansi apreciava experimentar a comida feita por outras cozinheiras da vila.
Um dia, ele parou na casa da sra. Coelho que era muito sua amiga e logo disse:
- Que belas ervilhas você está preparando! – Anansi adorava ervilhas.
- Estarão prontas logo. Fique e coma comigo. – convidou sra. Coelho educadamente.
- Eu adoraria, mas tenho muitas tarefas a fazer hoje.
Anansi queria muito ficar, mas sabia de antemão que a sra. Coelho lhe daria coisas para fazer se decidisse ficar para comer. Como Anansi era esperto e queria muito as ervilhas, teve uma ideia:
- Já sei! Irei tecer uma teia e amarrar uma ponta em minha perna e outra no pote. Quando as ervilhas estiverem prontas, você poderá puxar a linha da teia e saberei que estão boas. Virei então correndo para comê-las!
Sra. Coelha pensou um pouco e considerou a ideia realmente boa, então concordou com Anansi.
Ao andar um pouco, Anansi sentiu cheiro de feijões e percebeu que alguns macacos o preparavam.
- Venha comer feijão conosco! – convidou um dos macacos – Estão quase prontos.
- Eu adoraria, Papai Macaco. – Anansi sugeriu a mesma estratégia que tinha usado com sra. Coelho aos Macacos, com medo de que lhe pedissem ajuda.
Os Macacos acharam a ideia boa e concordaram também. Anansi andou mais um pouco e sentiu cheiro de batata-doce. Avistou então uma toupeira preparando as batatas com mel.
- Venha dividir minhas batatas, senhor Anansi. Estão quase prontas e ficarão deliciosas.
Uma vez mais Anansi sugeriu o truque da teia, atando a teia ao pote como batatas. Seu amigo Toupeira achou boa a ideia e concordou.
Com cada animal que se encontrava, a história se repetia e, ao chegar na beira do rio, ele já tinha uma teia atada a cada uma de suas oito pernas. Ele achou sua ideia fabulosa e estava orgulhoso de si. Pensava qual das comidas ficaria pronta primeiro, quando sentiu uma puxada em uma das pernas. Tinha certeza de que era a teia da sra. Coelho, mas enquanto pensava, já sentiu mais outra e mais outra puxada. Em pouco tempo, sentiu em intervalos de segundos as puxadas seguintes, completando todas as oito. Era puxado dos dois lados de seu corpo, já que todos lhe chamavam pela teia. Puxavam suas pernas com tanto vigor, que Anansi acabou perdendo o equilíbrio e caindo no rio. Como as teias estavam molhadas, se retesaram, puxaram e comprimiram suas pernas, deixando-as extremamente finas, mas mesmo assim Anansi conseguiu se puxar dolorosamente até a margem do rio. Pensou melhor no que havia ocorrido e chegou à conclusão de que não tinha sido uma boa ideia.
Desde este dia, Anansi, a aranha, tem oito pernas muito finas e nunca mais pôde comer os mesmos tipos de alimentos.

( conto africano – traduzido e adaptado por Janaína Spolidorio )


Atividades

1. Por qual motivo Anansi não queria esperar que as ervilhas da sra. Coelho ficassem prontas?
R: ______________________________________________________
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2. Anansi achou que tinha feito um excelente negócio ao propor o mesmo acordo a vários animais. O que Anansi não havia previsto?
R: _______________________________________________________
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3. Como Anansi conseguiu se salvar de morrer no rio?
R: _______________________________________________________
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4. Embora seja um conto sobre animais, a história traz comportamentos humanos. O que você pôde aprender sobre o comportamento humano na história?
R: _______________________________________________________
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POSTADO POR JANE RIBEIRO LIMA