Relogio: Vocês e o Tempo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

IV SEMINÁRIO NACIONAL

   

IV SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS CULTURAIS AFRO-BRASILEIROS E I SEMANA AFRO-PARAIBANA


Apresentação

O NEABI/UFPB - Núcleo de Estudos e Pesquisas Afrobrasileiros e Indígenas da Universidade Federal da Paraíba é um espaço que congrega pesquisadores e interessados em diversas áreas do conhecimento que têm como ponto fulcral as relações etnicorraciais na sociedade brasileira e, especificamente, paraibana.
Em diversas regiões e instituições universitárias brasileiras os NEAB foram e vêm sendo criados com o objetivo de facilitar a interlocução daqueles que trabalham com temáticas acerca das relações raciais, promover pesquisas e divulgar o conhecimento construído sobre questões relacionadas a negritude, africanidades e, indígenas.
Na Universidade Federal da Paraíba professores/as vêm realizando atividades de pesquisa, ensino e extensão acerca de tais temáticas, nos últimos anos. No entanto, o trabalho individualizado, ou com pouca articulação entre os pares, dificulta tais realizações. A partir de tal constatação, e do exemplo de outras universidades, alguns desses professores/as iniciaram a discussão com o intuito de criar o NEABI/UFPB.
Assim, retomando a discussão promovida em anos anteriores, em fevereiro de 2011 foi realizada pelo grupo autodenominado de “Comissão Pró-NEABI”, a primeira atividade com objetivo de criar o núcleo, contando com a presença de professoras/es de diferentes centros e departamentos da UFPB. A atual conjuntura da universidade, que conta com um expressivo grupo de estudiosos sobre a temática da população negra e o fato de a UFPB ser a única universidade pública do Estado ainda sem uma organização desse tipo reforçaram a necessidade de tal realização.
O NEABI contará com a presença de professores, alunos e ativistas de movimentos sociais interessados nas relações etnicorraciais, priorizando ações que visem à superação da desigualdade racial existente no Brasil nos mais diversos campos de atuação: identidades e territórios; educação básica, ensino superior e ações afirmativas; direitos humanos, violência e movimentos sociais; gênero, corpo e geração; saúde da população negra; história, literaturas e narrativas negras e indígenas; e estudos sobre África e diáspora africana.


Quilombo de Palmares

Por Carolina de Sousa Campos Sento Sé

Primeiros europeus a chegar ao Brasil, no ano de 1500, os portugueses fizeram vir negros da África para o trabalho escravo nas plantações de cana-de-açúcar, principal riqueza da colônia. Senhores absolutos da vida e da morte de seus escravos, os proprietários brancos os faziam trabalhar sem descanso, a custa de castigos e torturas muitas vezes fatais. Alguns escravos, porém, conseguindo fugir do cativeiro, se escondiam pelo interior virgem do país, onde formavam comunidades livres a que se deu o nome de Quilombos. Destes, o mais célebre foi o Quilombo dos Palmares, fundado em fins do século XVI, nas montanhas do Nordeste do Brasil.” Assim começa o filme “Quilombo”, de 1984.
Como a própria introdução do filme diz, o Quilombo de Palmares situava-se nas montanhas do Nordeste do Brasil, mais especificamente na Serra da Barriga, região que hoje pertence ao estado de Alagoas, e foi fundado no século XVI – alguns registros mostram que já havia um quilombo naquelas localidades em 1580, mas a mais antiga referência a ao nome Palmares vem de uma carta escrita pelo padre Pero Lopes, datada de 1597.
Palmares
O nome “Palmares” remete ao fato da região escolhida ter muitas palmeiras. No começo de sua existência, Palmares era habitado por poucos quilombolas. Contudo, após o início da invasão holandesa em Pernambuco (1630 a 1654), os senhores de engenho voltaram suas atenções para os holandeses, o que proporcionou a oportunidade de fuga para muitos escravos. Vários negros fugiram para Palmares, o que fez com que no início da invasão – em 1630 – o número de habitantes de palmares subisse para 3.000 e no final dela – em 1654 – Palmares abrigava entre 23 e 30 mil pessoas (cerca de 13% da população brasileira na época).
Os holandeses tentaram diversas expedições contra Palmares mas, sem sucesso, foram derrotados cruelmente em 1644. Após 1654, os portugueses organizaram mais de 20 expedições militares contra Palmares, pois o quilombo havia se tornado uma espécie de estado autônomo, ocupando uma faixa de terra de 200km.
zumbi de palmares
ZUMBI DOS PALMARES


Somente em Janeiro de 1694 o Quilombo dos Palmares foi ocupado e destruído. Com um exército de mais de 8.000 homens munidos até com canhões, Caetano Mello e Castro (governador da capitania de Pernambuco) e seu braço direito Domingos Jorge Velho (o comandante-geral) atacaram por 22 dias até a vitória. Contudo, os palmarinos continuaram a resistência por meio de ataques surpresa, saques e libertação de escravos. Mesmo com a morte de seu líder, Zumbi, o povo de palmares lutou até 1716.
Enquanto palmares existiu, os quilombolas garantiam a sobrevivência pela agricultura, caça e colheita de frutos. Também se produzia artesanato com palha de palmeira, tecidos, cerâmica e metalurgia.
O Quilombo de Palmares também é conhecido como “Esparta Negra”. Até hoje a história de Palmares é lembrada por muitos como uma luta pela igualdade.

12ª REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO ESTADO EM ITABAIANA PARAIBA RECEBE EQUIPE INTINERANTE DA SECRETARIA DO ESTADO

12ª REGIONAL DE EDUCAÇÃO EM ITABAIANA PB

EQUIPE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO NA REGIONAL DE ITABAIANA -PB


A COORDENADORA DO SETOR PEDAGÓGICO TELMA LOPES  DEBATES COM A EQUIPE AS NECESSIDADES DAS ESCOLAS



A GERENTE DA 12ª REGIONAL DE ITABAIANA NO CENTRO DA FOTO E A COORDENADORA DO CETOR PEDAGÓGICO TELMA LOPES DEBATEM SOBRE PRIORIDADES ESCOLARES

EQUIPE DA 12ª REGIONAL DE EDUCAÇÃO REPASSA PARA EQUIPE DA SECRETARIA OS PRINCIPAIS PONTOS DAS VISITAS NAS ESCOLAS.

NO CENTRO DA FOTO ANDREIA WALESCA DO ( PDDE ) A ESQUERDA, E MARTA DO ENSINO DO 1º SABERES EM REUNIÃO COM A EQUIPE DA SECRETARIA DO ESTADO - PB